quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

entrei na cidade
a cidade agora vive um permanente estado de sítio
eu não sei onde isso vai nos levar
as pessoas vivem amedrontadas
escravas de seus próprios medos
o asfalto é sufocante
e o pó que devasta nossas narinas
quanto vale a luz dos mortos
vida parece distante
quando adentrei a cidade proibida
e avistei ao longe
a corja suja de cães de guardas fortemente armados
meu corpo estremeceu
mas todos os mortos andavam tranquilamentes nos sonhos
e tomar café e sair e trabalhar e viver sem pensar
neste pesadelo e buscar uma outra vida sempre
sempre e além
se eu nunca estive vivo como posso
te oferecer vida
já estou cansado
mas não te venderei minha utopia
ela ainda me mantem
fogo fogo fogo e gelo gelo
a expansão
entrei na cidade
a cidade agora vive um permanente estado de sítio
eu não sei onde isso vai nos levar

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

um outro mundo é possível ou isso é apenas mais uma farsa?

um outro mundo é possível?
se permanecermos com nossas mascaras não
se o fascismo vingar
estamos fritos
limpar a cidade para não perceber a miseria
fora camelos meninos de rua mendigos e outros
camuflar a miseria por meio da força
força nacional
e policia federal e militar
será que já não basta de polcia?
se este forum

quer realmente mudar algo que comece se despindo das mascaras internas e externas
a pergunta é o que é possivel fazer para viabilizar um outro mundo?
ficar discutindo eternamente ou agir?
só sei que o estado nos mata a cada dia
junto com a igreja e os patrões
e o forum vem como um encontro fechado cheio de burocracia
e exigencias
só não esqueçam que aqui já tinha gente quando
vocês chegaram

pindorama sempre vai existir e resistir
se querem mudar o mundo comecem mudando a si mesmo
isso parece idiota mas é um principio basico para se chegar a qualquer revolução
me organizando é que posso desorganizar

um outro mundo é possivel
arranquemos as mascaras

para poder perceber o horizonte

sábado, 6 de dezembro de 2008

Avisei em tempo


Avisei em tempo

Chicago Nova Iorque Los Angeles foram derrubados
Fui até à Cidade do Cisne com o fantasma de Maldoror ainda por aqui
O Sul é muito civilizado
Comi rabos de rinocerontes
É a última noite com os crocodilos
Albion abre seu punho na folhagem da palmeira
Assisto jóias cintilantes crescer no lombo de cavalos - Guerra
Exultação cavalga
Um cachorrinho do tamanho do sol no meu crânio
Avisei em tempo
quando entre cadáveres e nuvens eu posso fazer amor aqui como
em qualquer lugar



Philip Lamantia
Silenciem a Prostituta de Babilônia




SILENCIEM

a prostituta da Babilônia
Lama de alta voltagem entrou na sua boca
quando ela se inclinou reverentemente diante de Mamon

Nas encostas da Sierra Madre de Chihauhaudançam
à luz de fogueiras
fazem cruzes diante de espelhos
sangrias empalideceram os homens que eles pr6prios nos dizem

CAlRAM DO CÉU!

danças -fogueiras -comem o fruto amargo da terra
que se parece com o maná -Ó homem! Ó homem!-
a secreção dos piolhos das plantas
ou mercados negros em uma pérola de som inaudível
Por causa dos lamentos da auto-compaixão
dos histéricos vendedores de idéias
dos destruidores zelosos de palavras

TÔDAS ESSAS COISAS

devem ser SILENCIADAS uma vez que estão dentro de nós
e multiplicam as prostitutas doces como sacarina
como esta AQUI
Dançando
ao ritmo de drogas traiçoeiras que envenenam a saúde
que fazem minha cabeça suar excremento!
que cospem saliva nos meus ossosl
que acenam com infinitas possibilidades de
êxtases eróticos simuladosl
NÃOI
NÃOI
NÃOI
não é para este pânico de ídolos que persuadem nossa época com falsos relógios
de anjos
que haveremos de viver - mas para a pomba descida do céu!



Escrito por Philip Lamantia

é muito bom te querer livre

só encanto

mágica terra de sonhos e desejos

dança xaman liberdade

utopia

uma loucura

uma loucura

um monge zen vagabundo

a.g

desta lua nova que surge no céu do sonho
espero a vertigem
quase comico mico encantado
de estrelas (de) cadentes
brilho que cega minha vida
assim não vou mais gritar
quase mudo de desejo
espelho quebrado
porém longe muito longe de ser estilhaços
e medo
a noite...

anonimus nós